Sai das nossas vidas, das nossas lembranças
vai morar de vez junto à burguesia.
Porque nos enganas? Quanta hipocrisia!
Deixa de enganar as nossas crianças.
Sempre nos trouxestes falsas esperanças
fazes da alegria um simples brinquedo.
Se és tão honesto, por que tendes medo
de entrar pela porta e entregar o presente?
Usas o escuro da casa da gente
para camuflar teu cruel segredo.
Este rubro saco que anos carregas
cheio de presentes pra os filhos dos nobres,
é vermelho assim do sangue dos pobres,
mas, aos filhos deles presentes tu negas.
A filosofia que tu sempre pregas
todos nós sabemos que é pura fachada.
Fecha este teu saco. Não queremos nada,
criatura símbolo do capitalismo.
Tu és "in persona" todo o consumismo
que aliena o mundo, corrompe e estraga.
Eduardo Leite
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Em honra ao centenário da terra da poesia
Quem um dia pisou neste teu chão
e sentiu o calor que a ti aquece
nem no leito de morte te esquece
soberana das terras do sertão.
São cem anos de pura tradição
que teus filhos celebram neste dia
grande mestra da arte da poesia
teus poetas a ti rendem louvores
musa eterna dos grandes cantadores
na cultura tu tens soberania.
Eduardo Leite
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